Os Cineastas Favoritos do Blog

Por Fernando Oriente

Como o Tudo Vai Bem tem o cinema como seu principal material de trabalho, esse texto serve para tentar relacionar quais são os grandes cineastas da história que compõem a preferência do blog. Esse não é um texto que analisa a obra deles, isso é material para vários outros textos que serão publicados aqui. Agora é o momento de catalogar aqueles que o Tudo Vai Bem vê como os maiores e mais importantes diretores do cinema. E em forma de “esqueminha” mesmo.

Partindo da história do cinema, com todas as suas fases, momentos, movimentos e rupturas, cinco diretores compõem o grande farol desse blog: Jean-Luc Godard, Michelangelo Antonioni, Maurice Pialat, Shohei Imamura e Abel Ferrara. É uma decisão muito difícil manter apenas cinco nomes, mas por outro lado é uma forma de tentar manter uma coesão estética subjetiva.

Ao lado desses, o cinema brasileiro tem, entre muitos, seis diretores que completam esse “primeiro escalão”: Glauber Rocha, Rogério Sganzerla, Julio Bressane, Carlos Reichenbach, Andrea Tonacci e Jean Garret.

Mas muitos outros, do Brasil e de todos os cantos, entram nesse texto/esquema. Vamos a eles por ordem (mais ou menos) cronológica. É bom deixar claro que diretores geniais não serão mencionados, o que não quer dizer, de maneira nenhuma, que não sejam realmente geniais e queridos pelo blog.

O cinema mudo foi uma explosão de talentos. O desenvolvimento da encenação, montagem e evolução interna dos filmes foi feita por cineastas extraordinários que se jogaram aos filmes e moldaram toda uma nova arte.

Desses partimos dos Lumières e de George Méliès e seguimos com D.W. Griffith, Erich von Stroheim, F. W. Murnau, Jean Renoir, Fritz Lang, Jean Vigo, Carl T. Dreyer, Josef Von Sternberg, Georg Wilhelm Pabst, Ernst Lubitsch, Charles Chaplin, Abel Gance, Buster Keaton, King Vidor, Victor Sjostrom, Jean Epstein e um destaque especial aos soviéticos Sergei Eisenstein, Dziga Vertov e Boris Barnet. Logicamente, muitos desses cineastas continuaram produzindo filmes geniais no cinema falado.

Alfred Hitchcock, que fez várias obras-primas no cinema mudo, abre a nossa lista de grandes nomes do cinema falado, dos anos 30 à década de 50. Como uma longa relação de nomes como esta já é repleta de itens, vamos aos diretores independente de seus países de origem e trabalho.

Howard Hawks, John Ford (que também fez filmes mudos), Kenji Mizoguchi, Yasujiro Ozu, Max Ophüls, Raoul Walsh, Jean Renoir, Edgard J. Ulmer, Roberto Rossellini, Vittorio De Sica, Douglas Sirk, Otto Preminger, Jacques Tourner, Ida Lupino, William Wyler, Nicholas Ray, Vincente Minnelli, Jerry Lewis, Orson Welles, Robert Aldrich, Samuel Fuller, Mikio Naruse, John Cassavetes, e Akira Kurosawa.

Como tentativa de divisão histórica, daremos sequência à relação de diretores surgidos a partir do final dos anos 50, quando o cinema europeu moderno passa existir com a Nouvelle Vague e os cinemas novos de todo o mundo vem na sequência.

Essa nova leva de talentos começa por Michelangelo Antonioni, Alain Resnais, Luis Buñuel, Luchino Visconti e segue com Jean-Luc Godard, Jacques Rivette, Claude Chabrol, Eric Rohmer, Agnès Varda, Jacques Rozier, Jean-Marie Straub, Daniele Huillet, Robert Bresson, Pier Paolo Pasolini, Valerio Zurlini, Federico Fellini, Vittorio de Seta, Marco Bellocchio, Marco Ferreri, Antonio Pietrangeli, Werner Herzog, Alexander Kluge, Reiner Werner Fassbinder, Werner Schroeter, Wim Wenders, Manoel de Oliveira, João César Monteiro, Ingmar Bergman, Satyajit Ray.

A lista segue para o Japão com Shohei Imamura, Nagisa Oshima, Seijun Suzuki, Yasuzô Masumura, Hiroshi Teshigahara, Yoshishige Yoshida, Koji Wakamatsu.

No Brasil vamos de Humberto Mauro, Glauber Rocha, Nelson Pereira dos Santos, Leon Hirszman, Joaquim Pedro de Andrade, Paulo Cesar Saraceni, Carlos Hugo Christensen, Ozualdo Candeias, Rogério Sganzerla, Julio Bressane, Andrea Tonacci, Carlos Reichenbach, Luiz Rosemberg Filho, Aloysio Raulino, Antonio Calmon, José Mojica Marins, Jean Garret, Walter Hugo Khouri.

A França do final dos anos sessenta e década de 70. Philippe Garrel, Maurice Pialat, Jean Eustach, Chantal Ackerman (vinda da Bélgica), Paul Vecchiali, Marguerite Duras, Luc Moullet, Jean-Claude Guiguet.

O cinema americano da Nova Hollywood (e um pouco depois), final dos anos 60 e década de 70. Arthur Penn, Robert Altman, Don Siegel, Sam Peckinpah, Martin Scorsese, Francis Ford Coppola, Larry Cohen, Peter Bogdanovich, Monte Hellman, Brian De Palma, Clint Eastwood, Woody Allen, David Cronenberg, Charles Burnett, Steven Spielberg, Paul Schrader, Dennis Hopper, John Milius, Sidney Lumet, Michael Cimino, William Friedkin, Bob Fosse.

Agora alguns dos grandes surgidos mundo afora a partir dos anos 60. Andrei Tarkovsky, Dario Argento, Andy Warhol, Tomás Gutierrez Alea, Ousmane Sembène,  Jean Rollin, Leonardo Favio, Santiago Álvarez, Arturo Ripstein, Roman Polanski, Miklós Jancsó, Robert Kramer, Jonas Mekas, Stan Brakhage, Djibril Diop Mambéty, Frederick Wiseman, Kira Muratova, Alejandro JodorowskySergei Paradjanov, Victor Erice, Sergio Leone, Jorge Sanjinés, Sergio Corbucci,  Mario Bava, Paul Verhoeven.

Para fechar esse grande painel que ilumina esse blog vamos aos diretores surgidos dos anos 80 (final da década de 70) até os dias de hoje, em todos os cantos do mundo.

Nanni Moretti, Hou Hsiao Hsien, Abel Ferrara, John Carpenter, John Landis, Claire Denis, Olivier Assayas, Jean-Claude Brisseau, Bela Tarr, Eduardo Coutinho, Leo Carax, Michael Mann, Abbas Kiarostami, Spike Lee, Tsai Ming-Liang, David Lynch, Takeshi Kitano, Pedro Costa, Apichatpong Weerasethakul, M. Night Shyamalan,  Hong Sang-soo, Jia Zhang-Ke, Lucrecia Martel, João Canijo, Eugene Green, Rita Azevedo Gomes, James Gray, Paula Gaitán, Todd Haynes, Kiyoshi Kurosawa.

O cinema brasileiro vive, fora dos holofotes dos multiplex e do universo Barra da Tijuca da Globo Filmes, um momento muito bom desde os anos 2000. Isso pode ser visto a cada ano no Festival de Tiradentes e na Semana dos Realizadores, nas estreias da Vitrine Filmes e entre outros eventos que promovem esse cinema potencialmente enorme que a nova geração de cineastas brasileiros está construindo. Mas isso é tema fértil para outros textos.

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